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Monday, January 21, 2008

Campanha de RPG - O Complexo

Este texto é direcionado principalmente aos jogadores da minha aventura de RPG, mas fiquem à vontade para lê-lo, se assim desejarem. =D

Como já tem MUITO tempo que eu escrevi a última atualização, e eu não me recordo detalhadamente dos acontecimentos das últimas sessões do jogo (que ocorreram em abril e maio), e que não foram relatadas aqui, resolvi falar sobre a situação atual do local, e sobre as descobertas do grupo. Espero que até o jogo recomeçar, todos os detalhes mais importantes sejam esclarecidos, e correções serão feitas caso haja alguma contradição com o que foi escrito aqui neste período pré jogo e as lembraças de cada um dos jogadores. Portanto, meus prezados jogadores, manifestem-se caso algum fato tenha ficado nebuloso ou contraditório com as lembranças de cada um.

Eu não me lembro exatamente da contagem dos dias, mas isto eu tenho certeza que está anotado, e quando eu chegar em casa, eu terei certeza do dia em o jogo parou. A última atualização do jogo foi sobre o dia 67, e se eu me lembro bem, no máximo, se passaram mais 7 dias (tempo do jogo) até o dia da última sessão. Vocês estão, no máximo, no dia 74.

Não devo escrever tudo neste texto. Pretendo começar falando sobre as ruínas, onde os personagens se encontram, depois escrever mais detalhademente sobre o primeiro nível como um todo, e sobre cada uma das comunidades locais, e finalmente sobre onde o jogo parou. Tudo isto, descrevendo somente o que já foi descoberto pelos personagens sobre o local. Espero não falar demais, e contar sobre coisas que eles - os personagens de cada um de vocês - ainda não sabem, ou, no caso de se lembrarem de algo que eu não contei, me avisem que eu atualizo aqui.

As Ruínas do Complexo Subterrâneo:

O complexo subterrâneo, num passado já esquecido, era uma base avançada de uma raça de criaturas reptilianas. Ainda não se tem pistas sobre os objetivos destes seres, se são criaturas nativas do mundo ou se vieram de algum outro lugar, e nem sobre o destino final delas. Apesar dos vários "hieróglifos" encontrados em vários pontos do local, e depois de várias tentativas frustradas, a escrita e a língua das criaturas ainda se mostra indecifrável, mesmo com a ajuda de métodos mágicos. Sabe-se apenas que esta raça de criaturas tinha um alto grau do conhecimento mágico, e conseguiu desenvolver uma sociedade tecno-mágica muito desenvolvida, e alguns indícios parecem indicar que elas possuiam atributos mentais muito elevados. Observando as estátuas espalhadas pelo primeiro nível das ruínas, é possível distinguir dois tipos de criaturas, um grupo de criaturas com apenas um par de braços, e outro grupo com dois pares de braços, sendo que as estátuas com um par de braço são sempre menores que as estátuas com 2 pares de braço. E ambos os grupos ultrapassam em muito o tamanho médio dos humanóides atuais, o grupo mais baixo com altura mínima de 3m, e o grupo mais alto chegando a 4,5m de altura.

O complexo possui 8 níveis ou andares. Esse é um fato que a grande maioria dos habitantes do primeiro nível desconhece, e quando resolvem falar sobre os outros níveis, falam sempre como uma se fosse uma lenda, ou algo inalcansável, mesmo havendo indícios da existência dos outros andares.

Pelas lembraças fragmentadas do grupo, a entrada do Complexo é no topo de uma montanha, que se encontra numa ilha desolada, totalmente desabitada e coberta por névoas e árvores mortas. Não se sabe exatamente o que acontece depois de se passar pelo enorme portal de entrada no topo da montanha, mas após atravessá-lo se chega ao "Lago do Oblívio", que drena todas as memórias de qualquer pessoa que apenas toque em suas águas. Como todas as pessoas encontradas, que não nasceram dentro das Ruínas, não se lembram de nada do mundo exterior, imagina-se que todos que atravessam o portal, caem no lago, perdendo assim todas as memórias de sua vida anterior. Um grande corredor de quilômetros e quilômetros de extensão, totalmente escuro não fossem algumas pequenas salas luminosas em alguns pontos, leva até uma grande escadaria, onde no topo se encontra outra porta gigantesca, a porta de entrada para o primeiro nível.

Segundo Koka, e Dalamar, existem comunidades humanóides espalhadas por cada um dos 6 primeiros níveis. O esconderijo secreto de Koka, onde Dalamar passou um tempo, se encontra no 7o. nível, mas nada se sabe sobre o 8o. nível, apenas que ele existe, de acordo com informações de Koka e do Avatar.

Segundo Kurnfallud (o Grande "Demônio" Negro que apareceu no primeiro nível a poucos dias), os quatro primeiros níveis do complexo fazem parte de seu território. Sabe-se que no 2o. nível existe uma comunidade de anãos, e também uma grande comunidade de kobolds. Existe um certo tratado de não-agressão entre kobolds e anões, apesar dos dois grupos se odiarem. Aparentemente, Kurnfallud garante a paz dos anões, caso eles deixem os seus kobolds em paz, e paguem tributos períodicos a ele. Os anões controlam uma grande mina no segundo nível, e que é a fonte de toda a sua riqueza. Eventualmente, aparecem relatos de homens-lagarto no segundo nível, e sabe-se que eles tem grandes comunidades no terceiro nível, e todos eles prestam tributo ao "demônio". Os homens-lagarto do terceiro nível estão divididos em quatro grupos, de acordo com a cor das escamas: pretos, cinzas, verdes e vermelhos. E existe uma certa cooperação entre os grupos, e se sabe que Kurnfallud é mais influente entre os de escamas negras. Anões e homens-lagarto mantêm contatos ao mínimo, mas geralmente não há hostilidades, e o contato é geralmente comercial. Os anões, de modo geral, sabem da existência do primeiro e terceiro níveis, mas ou não sabem nada dos níveis a partir do quarto, ou realmente não comentam nada sobre isto. Os anões de forma geral, demonstram um certo desprezo pelos habitantes humanos do primeiro nível, mas sempre mantêm agentes infiltrados neste nível. Da mesma forma, os homens-lagarto do terceiro nível também mantém agentes infiltrados entre os humanos do primeiro nível. Os homens-lagarto apesar de saberem da existência do quarto nível, não comentam de forma alguma sobre este fato, e é praticamente tabu dentro de sua sociedade comentar sobre a existência dos níveis a partir do quinto.

Segundo informações de Koka para Dalamar, no quarto nível existe uma comunidade de humanos, uma comunidade de ogros, e o nível é um grande campo de batalhas. Informações sobre quem batalha contra quem não foram fornecidas. No quinto nível existe um grande cemitério, e no sexto nível existe um grupo de estudiosos e usuários de magia mais poderosos. No sétimo como já foi dito, é onde se encontra a base secreto de Koka, que segundo Dalamar, desapareceu, sem deixar vestígios. O sétimo nível foi descrito como apenas muito perigoso por Koka, e é um local extremamente quente, diferente do frio atual no primeiro nível. Dalamar notou uma certa estranheza na passagem de tempo, durante período em que ficou no 7o. nível.

Todas estas informações foram obtidas com o Avatar, Koka, com o "Lore Book" encontrado no corpo da halfling channeler, e com Kurnfallud. Nenhuma das fontes menciona nenhum Nexus de Magia, nenhum local mágico, e nenhuma das passagens que leva de um nível para o outro.

Continua...

Monday, May 7, 2007

Campanha - 67o. dia

Durante os últimos dias, Gillian, Tabasco, Dalamar e Otto, passaram enclausurados em sua base de operações secreta. Os usuários de magia, passaram parte do tempo estudando, enquanto Otto, ficava com suas obras de ampliação da base secreta. Após alguns dias sem nenhum contato com Oblívia, e já entediados de tanto ficar naquele lugar, Gillian e Tabasco resolvem dar uma passada em Oblívia. O único pensamento de Dalamar é estudar, e ficar mais poderoso, e descobrir uma maneira de se transformar novamente em humano!

Gillian e Tabasco chegam a Oblívia sem maiores problemas. A cidade, recentemente dizimada pelo frio intenso que começou a assolar o complexo subterrâneo, permanece muito quieta, com os poucos habitantes restantes sobrevivendo ao redor de fogueiras no salão central da cidade, onde há alguns dias atrás havia uma gigantesca esfera luminosa e hoje há apenas escuridão e frio. Alguns deles se revezam na tarefa de conseguir comida para o resto dos habitantes, mas a maioria ainda desolados ainda não voltaram às atividades diárias. Gillian se encontra com seu "namoradinho", Rufio, e sai com ele para dar umas voltas, e saber das novas fofocas da cidade, que agora nem são tantas assim. Tabasco como sempre, fica atrás da tia, só ouvindo, e pensando em como se apropriar indevidamente de itens alheios. Após um tempo resolvem visitar Filto, o anão e um dos ferreiros de Oblívia, que está enclausurado em sua oficina-casa, e só pensa em trabalhar, desde que as centenas de mortes começaram a ocorrer alguns dias atrás. Filto estava começando a trabalhar em um machado de adamantite para Grumsh, mas não estava conseguindo trabalhar direito devido à falta de recursos para moldar a liga praticamente indestrutível, sem ajuda mágica a tarefa fica praticamente impossível, mesmo para um anão.

Depois de uma breve conversa com Filto, os halflings, saem de sua oficina, e já pensando em voltar para a base, percebem uma leve brisa soprando, e um leve ruído indo em direção ao salão central da cidade. Ambos correm em direção ao salão central. Durante o caminho, Tabasco um pouco paranóico, já utiliza uma magia para deixar seu estilingue mágico, mas alguma coisa dá errada (como acontece quase sempre), e começam a nascer várias folhas pelo braço direito de Tabasco. Tenta novamente e desta vez funciona, e continuam em direção à fonte do ruído.

Acabando de chegar na entrada do salão, eles ouvem um estrondo do lado oposto do gigantesco salão, como se algo muito pesado tivesse acabado de cair ali, mas a fraca iluminação das várias fogueiras no local só consegue mostrar o local ainda vazio. Mas não por muito tempo, alguns instantes depois, uma figura gigantesca e negra começa a se materializar. Uma gigantesca figura reptiliana e humanóide de mais de 4m de altura, chifres pela cabeça e olhos esverdeados quase brilhantes. A criatura não porta nenhuma arma além das imensas e afiadas garras, e se veste com roupas muito bonitas, mas bem leves, nada além da espessa camada de escamas servindo como uma armadura negra. Ela aparece, e começa a observar a movimentação e barulho no salão. Várias pessoas gritando e correndo apavoradas para longe dali. Gillian e Tabasco passam a se aproximar furtivamente do visitante. A criatura após algum tempo só observando e sem menção alguma de atacar, de repente, numa voz trovejante, pergunta:

- EU QUERO FALAR COM O LÍDER DESTE LOCAL! (Em dracônico)

As pessoas ficam em silêncio, a maioria delas sem entender uma única palavra que foi dita. Sem obter respostas, a criatura tenta novamente.

-EU QUERO FALAR COM O LÍDER DESTE LUGAR! (Em élfico)

Algumas pessoas entendem, e alguns instantes de silêncio depois, indo em direção à grande criatura negra, se dirige Lilja, a atual prefeita e líder de Oblívia. Uma mulher já não tão bonita assim, mas emandando um certo ar de liderança, já com cabelos compridos, lisos e grisalhos, e aparentando uma idade não tão acima dos 40 anos. Pouco atrás dela, está seu marido, Randall, o outro ferreiro da cidade, e pouco mais velho que Lilja. Lilja se aproxima e diz na língua élfica:

- Eu sou Lilja, a prefeita e atual líder de Oblívia, quem é você? O que você quer?

- EU SOU O NOVO MESTRE DE TODO ESTE NÍVEL!! A PARTIR DE AGORA TODOS VOCÊS SÃO MEUS SERVOS. QUALQUER ATO IMPENSADO SERÁ PUNIDO COM A MORTE. VOCÊS ME OBEDECENDO PODEM CONTINUAR VIVENDO TRANQUILAMENTE DA MESMA MANEIRA QUE SEMPRE SOBREVIVERAM, MAS VOCÊS TERÃO QUE PAGAR TRIBUTO A MIM PARA DESFRUTAREM DE TAL TRANQUILIDADE. OS KOBOLDS TAMBÉM SÃO MEUS SERVOS, E PARA CADA UM DE MEUS SERVOS MORTOS EU VOU EXIGIR UM TRIBUTO EQUIVALENTE.

O silêncio se faz reinar durante alguns instantes. Apenas alguns murmúros de pessoas que não entenderam o que foi dito perfuravam o silêncio. Lilja, após momentos de exitação, dirige a palavra à criatura:

- Mestre? Tributo? De onde você surgiu? As coisas não são tão simples assim. Quem você pensa que é?

- EU SOU O GRANDE KURNFALUD, SUA CRIATURA INSIGNIFICANTE. AS OPÇÕES DE VOCÊS SÃO SIMPLES, OU TORNAM-SE MEUS SERVOS, OU EU MATO TODOS VOCÊS, AQUI E AGORA. SIMPLES!

Neste instante, Gillian e Tabasco já mais próximos da criatura, e sem se fazer notar por Kurnfalud, cometem um ato impensado e decidem atacar. Gillian com o pequeno arco em mãos, escolhe uma flecha, mira e atira em Kurnfalud. A flecha se quebra ao se chocar com a pele escamosa da criatura. Tabasco, recitando alguns encantamentos para ficar mais ágil, termina e desaparece. Kurnfalud vira lentamente a cabeça na direção de Gillian, e com um sorriso cruel no rosto, e agilmente com uma das garras, pega a prefeita, que não tem chance nenhuma de escapar. Abre suas gigantescas mandíbulas, e fecha rapidamente deixando apenas parte dos troncos e pernas do que a instantes atrás fora a prefeita. Joga o resto do corpo contra uma parede distante, e mastiga a cabeça e a parte superior do corpo de Lilja para logo após cuspi-los em meio a população, agora, em estado de choque. Gillian não acredita na agilidade e na crueldade da criatura, fica paralisada. Kurnfalud se vira para a população e para Gillian, e diz:

- ISTO É O QUE ACONTECE COM QUEM SE VOLTA CONTRA MIM. HAUhAUhUAhUahUAhUAHuAHUHAa... VOCÊS NÃO PASSAM DE EFÊMEROS INSETOS, OU ME SERVEM OU ENCONTRARÃO O MESMO DESTINO QUE A SUA PREFEITA.

Gillian então grita:

- Ela não fez nada, por que você a matou?? Quem te atacou fui eu!!

- ELA ESTAVA MAIS PERTO, E ME PARECEU MAIS DIVERTIDO! AHuHAuHAuhAuhAUhUAHa!!! A VIDA DE VOCÊS NÃO VALE NADA PARA MIM, ENTENDAM ISTO! PAGUEM-ME OS TRIBUTOS E VOCÊS SOBREVIVEM, NÃO PAGUEM OU NÃO ATENDAM MINHAS ORDENS E VOCÊS MORREM.

Após estas palavras, Kurnfalud desaparece novamente, e o silêncio volta a reinar agora. A população em estado de choque com a crueldade da morte de Lilja, e com o monte de sangue espalhado pelo grande salão. Randall e seu filho Lex, olham desolados para os pedaços do corpo de Lilja jogados pelo local. Tabasco reaparece alguns instantes depois com um pequeno tentáculo saindo da parte superior das costas.

Ambos se dirigem até Randall, mas este não devolve palavra alguma, devolve apenas um olhar gélido para Gillian. Os poucos que não se apavoraram com a visão de Kurnfalud, e nem com a crueldade do monstro, também não olhavam com bons olhos para Gillian, nem mesmo Rufio. Não querendo se meter em maiores problemas ali, Gillian e Tabasco resolvem voltar para casa, e relatar os acontecimentos em Oblívia para Dalamar e Otto.

(continua...)

Tuesday, April 24, 2007

Campanha - 62o. dia (final)

A gigantesca porta acabara de se fechar magicamente. Dalamar e Tabasco não paravam de pensar na Lanterna que havia sido lançada para o meio da névoa petrificante, e se haveria alguma maneira de recuperá-la. Gillian só pensava em voltar para o esconderijo, e esquecer da Lanterna. E Otto olhava para a figura petrificada de Grumsh, e pensando se seria possível arrastá-lo dali. Aquele ser petrificado deveria, agora, estar pesando quase uma tonelada, e arrastá-lo não seria fácil.

De repente, Dalamar-kobold para e tem uma idéia. Uma criatura de pedra não pode ser petrificada! Ainda sob o efeito da magia que o tornava mais inteligente, ele volta-se para a gigantesca porta, a toca, e novamente ouve-se o estrondo da porta se abrindo. Após aberta, a porta demora um minuto para se fechar sozinha novamente. Durante este tempo, Dalamar se prepara e começa a entoar algumas palavras mágicas. Após alguns instantes, logo a sua frente, entre ele e a gigantesca entrada do salão, começa a se formar uma figura já conhecida de todos. E aquela figura, inicialmente translucida, e sem forma, vai ganhando consistência e detalhes, e alguns breves instantes depois, já inteiramente formado, está Kradoreanwush, o Thoqqua Pseudo-natural, uma criatura de pedra e fogo. Instantaneamente após estar completamente formado, já sabendo o motivo pelo qual está ali, Kradoreanwush entra na sala em busca da Lanterna. Passam-se alguns instantes, e então ele retorna com a Lanterna em um dos seus tentáculos pseudo-naturais. Mesmo com a grande intensidade do calor emitido pelo corpo incandescente de Kradoreanwush, a Lanterna retorna intacta, e o mais impressionante, está fria como se nem estivesse passado perto de nenhuma fonte de calor. Após cumprir sua missão, o Thoqqua desaparece, retornando para o seu plano de origem.

Thoqqua. Para a versão pseudonatural, acrescente alguns
tentáculos em posições aleatórias, algumas imperfeições
em formas de bolha,e vários olhos aparecendo e
desaparecendo aleatóriamentepor todo o corpo,
e qualquer outro detalhe que o faça ficar mais bizarro.

A Lanterna do Sacrifício havia sido recuperada. Gillian, mesmo revoltada, sentiu-se um pouco aliviada de ter a Lanterna novamente, mas agora ahvia o problema de como levar Grumsh de volta até o esconderijo do grupo, para que futuramente pudesse retornar a sua forma de carne e osso. Empurrá-lo até lá não seria uma tarefa fácil, mas então Dalamar tem uma nova idéia. Se a estátua for coberta de óleo, ela vai deslizar facilmente até o esconderijo, e Dalamar sabe exatamente como fazê-lo. Novamente, começa a entoar um encantamento, e não mais que de repente, cobrindo toda a estátua, aparece uma fina camada de sebo. Sem esperar demais, Gillian e Tabasco, que mesmo com a pequena estatura, são os que conseguem se mover mais rapidamente no grupo, começam a empurrar a estátua, sem muito esforço mesmo para eles, em direção ao seu distante esconderijo, há alguns poucos quilômetros dali. Durante o trajeto, Dalamar utiliza a mesma magia algumas outras vezes, já que o efeito do sebo demora pouco mais de um minuto para passar.

No caminho, pouco antes do esconderijo do grupo, existe uma fonte mágica que costuma curar quem mergulha em suas águas. O grupo se lembrando disso, imagina que talvez o poder da fonte consiga curar a mão petrificada de Gillian, a parte escondida de Tabasco que também foi petrificada, e mesmo Grumsh. Dalamar já quase sem energia mágica alguma, Otto que agora era quem empurrava a estátua de Grumsh, Gillian e Tabasco, param no meio de um outro corredor, este agora de 6m de largura, e que tirando alguns pequenos besouros, aranhas, centopéias, e outros pequenos artrópodes (pequenos = 15 a 30 cm) está praticamente vazio. Logo a frente do corredor, há uma entrada a esquerda para um complexo de cavernas, de onde vêm essas "pequenas" criaturas, e onde também fica o escoderijo do grupo. O grupo para sem intenção de avançar. Tabasco, Gillian e Dalamar começam a vasculhar a parede logo a esquerda deles, e alguns instantes depois, a parede do corredor se abre numa sala secreta. Além da porta um novo corredor, bem mais curto, e alguns metros além da porta, ele se abre numa ante-sala iluminada, além da ante-sala uma grande piscina de águas límpidas, que parecem fluir da parede oposta à piscina. O grupo dirige-se a piscina, com Otto empurrando Grumsh, ainda sob o efeito da cobertura de sebo mágica.

Gillian receosa devido a um fato isolado ocorrido há algum tempo atrás quando usaram estas mesmas águas para se curar, resolveu esperar um pouco antes de entrar na piscina. Tabasco, entretanto, não pensou muito, tirou sua mochila das costas e pulou na água. E após um mergulho, volta sorridente, dizendo que não é mais um eunuco. Gillian, percebendo o resultado no sobrinho, resolve entrar vagarosamente na água, e então mergulha. Sua mão petrificada havia voltado ao normal. Todos percebendo o resultado, discutem um pouco, e após amarrar uma corda na estátua de Grumsh, o empurram para dentro da piscina. A estátua vai descendo, descendo, descendo até encostar no chão da piscina aproximadamente 6m abaixo do nível da água. Algum tempo se passa e a água milagrosa não parece funcionar com Grumsh. Alguns tentam puxar Grumsh com a corda, mas a estátua é pesada demais, e então desistem e resolvem terminar a caminhada até o esconderijo nas cavernas.

(Futuramente, caso Grumsh não seja transformado novamente numa criatura de carne e osso, ele será conhecido com o Santo Orc, ou São Grumsh, o Orc Milagroso, devido aos muitos milagres de cura que vai reproduzir submerso naquelas águas. E então uma nova religião surgirá! Talvez ele se torne um Deus um dia. :P)

O grupo termina o restante da caminhada pelas cavernas dos insetos, e aracnídeos, sem maiores problemas. Coleta alguma dessas criaturinhas para o jantar. Alguns destes bichinhos conseguem crescer até um tamanho um pouco maior. Alguns besouros chegam a ter uns 60m de altura, outros poucos crescem até o tamanho de um cavalo, e o mesmo acontece com as aranhas, escorpiões e centopéias que vivem nessa caverna. Infelizmente, devido à caça meramente esportiva e por diversão empreitada por este mesmo grupo há algumas semanas atrás, a maioria das criaturas maiores foi extinta, e atualmente só sobraram as pequenas. Eles então chegam a um grande salão no meio da caverna. Neste salão existe um grande lago, e devido ao frio do lugar, uma pequena camada de gelo já cobre toda a superfície do lago. Existem várias entradas, ou saídas deste salão. Duas delas, são próximas e são totalmente cobertas de teias. Ao se chegar perto de outra, nota-se a presença de vários ratos, alguns um pouco grandes, e um cheiro insuportável saindo de lá. Além dessas três, mas dois corredores próximos e praticamente paralelos, chegam ao salão. O grupo chega por um destes dois últimos corredores, contornam o lago no sentido horário, e param novamente em frente a uma das paredes do salão. Gillian após alguns breves instantes tateando a parede acha o mecanismo que abre a porta secreta que dá até o esconderijo do grupo, e todos entram.

A entrada do esconderijo é uma grande escadaria descendente, com 3m de largura. A escadaria se estende por 30 metros, descendo até uns 15 metros abaixo do nível da entrada. Após os 30m, o corredor vira 90 graus para a direita, e continua mais 25 m até uma porta de pedra. Além da porta abre-se uma ampla sala retangular, com uma pequena piscina oval de águas meio turvas em seu centro. Logo após a entrada da sala, cobrindo cada um dos dois cantos anteriores da sala, existem duas salas menores que são utilizadas como um depósito de ferramentas, e de outros itens mundanos. Do outro lado da sala, também cobrindo os dois outros cantos, existem dois quartos. Em um deles, atualmente dormem Otto e Tabasco. O outro serve de laboratório alquímico, e Dalamar dorme por lá. Além da sala, segue um pequeno corredor, que termina numa porta de metal. Além desta porta, onde antes havia um tesouro esquecido, e agora só resta um círculo mágico de invocação marcado no chão e um grande trono que se parece mais uma mesa, dorme Gillian, e também é onde o grupo guarda os tesouros e itens mágicos encontrados durante suas aventuras.

Durante alguns dias, o grupo permanece no escoderijo. Dalamar, após ter percebido que sua transformação em kobold não fora algo momentâneo, resolve se esforçar ao máximo para descobrir uma maneira de voltar à sua forma anterior, e passa os dias estudando e desenvolvendo novas fórmulas mágicas. Gillian e Tabasco, iniciando o caminho nas artes arcanas, também devotam alguns dias para estudar e aprender novas técnicas mágicas. Otto, que adoro cavar túneis, e construir coisas novas, pensa em ampliar as dependências atuais do grupo e construir um novo quarto.

Cinco dias se passam, e no 67o. dia...

(continua)

Monday, April 23, 2007

Campanha - 62o. dia

62º. Dia

Nos últimos minutos vários fatos desafortunados haviam ocorrido.

Dalamar, tentando abrir a gigantesca porta negra para o Salão do Avatar, recita as palavras mágicas de um encantamento para aumentar sua inteligência, mas algo sai errado, e ao invés de se tornar mais inteligente, foi transformado num pequeno kobold. Aparentemente, sem dar muita importância ao fato, imaginando que logo o efeito errado seria revertido, ele tenta utilizar do mesmo encantamento novamente, e desta vez a magia funciona e o deixa mais inteligente. Inteligente o suficiente para que a gigantesca porta pudesse ser aberta.

A porta se abre, revelando um salão coberto por uma névoa púrpura, cobrindo toda a sala até uma altura além da altura da porta (que tem aproximadamente 12 m de altura por 6 m de largura). Estranhamente esta névoa parece não escorrer pelo chão do corredor que dá para a porta, de modo a formar algo como uma grande parede gasosa logo a frente da porta. Relembrando a última visita ao mesmo Salão alguns dia atrás, quando a mesma névoa se abriu, após a porta ter sido aberta, revelando um caminho atravessando o salão em direção ao Altar do Avatar, no alto de uma pirâmide, Gillian e Tabasco resolvem adentrar na névoa levando consigo a Lanterna do Sacrifício. Logo após começarem a penetrar na névoa, ambos têm uma sensação estranha, e no mesmo instante resolvem recuar de volta a entrada do salão. Infelizmente, o contato com a névoa já havia sido o suficiente para deixar sequelas. Ambos sentem o corpo endurecendo, e ficando mais lento. Tabasco, reagindo mais rápido ao fato, recua logo, e aparentemente sofrer efeito algum da névoa. Gillian, por sua vez, reage um pouco mais lentamente que Tabasco, e ao sair do salão percebe que uma de suas mãos está petrificada. Ao perceber o que acabara de ocorrer com sua tia, Tabasco percebe que algo entre suas pernas acabou sendo petrificado também, e tem uma sensação não muito agradável com isso.

Sabendo que a névoa só cobre a parte inferior da sala, após relembrarem a última vez que estiveram aqui, todos convencem Grumsh (o bárbaro orc), o que tem mais chance de resistir ao efeito da petrificação, a entrar no Salão. Para isso Dalamar, ainda em forma de kobold, recita outra encantamento e faz com que Grumsh possa voar. Grumsh, após ser amarrado com uma corda, deve subir o mais rápido possível dentro da sala, e sobrevoá-la acima da névoa. Grumsh, respira fundo, e entra rapidamente já indo em direção ao alto da sala. Infelizmente, mesmo com toda sua fortitude, foi impossível resistir aos efeitos da névoa. Após alguns segundo depois de sua entrada, ouve-se um estrondo dentro da sala. Todos puxam a corda que estava amarrada ao redor da cintura de Grumsh, e no final da corda, onde momentos atrás havia um grande orc mal-humorado segurando uma Lanterna, havia uma estátua de um grande orc mal-humorado segurando uma Lanterna, intacta por sinal.

Revoltada com toda a situação - a Lanterna que deveria ser um poderoso artefato, e não parece servir para nada; o Avatar que deveria aparecer novamente depois da Lanterna ter sido encontrada, e que não apareceu; o desaparecimento de Isamel, que parece ter sido sugada para dentro da Lanterna; as mortes de Koga e Adrian durante as buscas pela Lanterna, e finalmente a petrificação de Grumsh ao tentar entrar no Salão do Avatar, e encontrá-lo perto de seu Altar - Gillian joga a Lanterna para dentro do salão, blasfemando contra a figura do Avatar e sua "imensa" sabedoria. "Toma a Lanterna, velho desgraçado!" - foram suas palavras. Tabasco assustado com a ação impensada da tia, tenta em vão "pescar" a Lanterna com uma corda. Após algumas tentativas, desiste.

Sem a Lanterna e com Grumsh petrificado, o restante do grupo, Gillian (maneta - com uma das mãos petrificadas), Tabasco (eunuco), Dalamar ainda em forma de kobold, e Otto (manco) encontram-se no final do grande corredor, com a Gigantesca Porta Metálica e Negra acabando à suas costas...

(continua)

Personagens:

- Gillian: a jovem tia de Tabasco, uma pequena halfling ladina que andou aprendendo alguns encantamentos, adora colecionar pequenas pedrinhas preciosas e coloridas. Um pouco impulsiva e agora com uma mão petrificada.

- Tabasco: sobrinho de Gillian, pequeno halfling ladino, agora eunuco, que sempre copia a tia, e resolveu aprender algumas magias também. Mas ao contrário da tia, gosta é de jogar pedras e outros objetos pontiagudo e afiados nos outros. Um pouco vingativo e também gosta de colecionar itens pertencentes a outras pessoas.

- Dalamar: o único mago do grupo após a morte de Adrian, e do desaparecimento de Isamel. Um humano cheio de pose, que adora poder e conhecimento e sempre dava em cima das mulheres bonitas que encontrava, e que por um evento desafortunado foi transformado num kobold (uma criatura humanóide pequena, mais parecida com uma lagartixa gigante).


Um simpático kobold!

- Otto: a único guerreiro do grupo, após a petrificação de Grumsh. Após cair de um precipício, dentro de um rio de águas geladas, e sobreviver, voltou alguns dias depois ainda manco para a surpresa de todos, que pensavam que tinha virado comida de monstro alienígena lovercraftiano aquático. Humano e adora cavar tunéis!

- Grumsh: Grande Bárbaro Orc em forma de estátua.

- Isamel: Antiga maga tanque de guerra do grupo, que por um infortùnio foi sugada pela Lanterna, e agora se encontra em algum lugar (???). Faz parte de uma raça de descendentes de criaturas feéricas.

- Adrian: Humano. Antigo mago band-aid do grupo que foi morto após se derrotar algumas criaturas de gelo gigantes, e que explodiram antes de serem destruídas. Infelizmente, Adrian estava no caminho dos estilhaços de gelo, e foi totalmente perfurado. Como era o único band-aid do grupo, não foi possível reverter sua transformação em peneira.

- Koga: Humano, oriental, ninja, frágil. Morreu no mesmo tipo de explosão após enfrentar o mesmo tipo de criaturas que matou Adrian.

Local:

Ruínas subterrâneas do que um dia parece ter sido uma grande fortaleza ou uma grande cidade de uma raça reptiliana altamente avançada já extinta. No centro das ruínas existe um Monolito de dimensões colossais, totalmente coberto por uma escrita indecifrável, e que parece fluir com o tempo. O local parece ser totalmente controlado por magia, e espalhados por ele existem vários aparatos mágicos: pontes de energia mágica, gigantescas esferas luminosas flutuantes, gigantescas portas intransponíveis, sistema de filtragem de água, regulagem de temperatura interno, e etc... Atualmente algumas pessoas vivem dentro deste complexo. Devido ao fator comum de que todos que chegam ao lugar, chegam com as mentes apagadas, as três comunidades "humanas" do lugar são chamadas de Amnésia, Oblívia e Forget. Praticamente só humanos vivem nas cidades, sendo que Oblívia era a maior delas, com aproximadamente 400 habitantes, a maioria humanos, e alguns orcs, anôes, halflings e meio-elfos entre eles. Amnésia era a menor das comunidades humanas, com algo em torno de 50 pessoas vivendo dentro de seus limites. Existe uma comunidade de kobolds, muito hostil vivendo dentro das ruínas também, e havia uma comunidade de goblins vizinha a comunidade dos kobolds que foi totalmente tomada, e dizimada pelos kobolds há algum tempo atrás.

Atualmente, Amnésia não existe mais. Os habitantes de Forget foram transformados em mortos vivos, e dos 400 habitantes de Oblívia, apenas algo em torno de 70 estão vivos.

Algumas lendas e rumores mencionavam outros níveis dentro das ruínas, mas eram só especulações. Atualmente já se sabe que existem outros 7 níveis dentro deste complexo, e este é apenas o nível superior. Infelizmente a entrada, ou entradas, para o 2o. nível ainda é desconhecida.

Gillian, Tabasco, Dalamar, Otto e Grumsh chegaram com as mentes totalmente apagadas a este lugar a 62 dias atrás. Isamel chegou alguns dias depois com a mente também apagada. E desde então eles buscam uma maneira de sair do local, que parece ser hermeticamente fechado. Há alguns dias atrás, ao encontrarem o Avatar pela primeira vez, o Avatar disse que eles deveriam encontrar 8 artefatos de imenso poder, cada um deles está em um dos 8 níveis do complexo. Estes 8 artefatos foram utilizados há milhares de anos atrás para prender um PODEROSO DEUS MALIGNO dentro deste complexo, e atualmente o poder destes artefatos tem ficada cada vez mais fraco, enquanto o poder deste DEUS está ficando cada vez mais forte, mas ainda não forte o suficiente para se libertar. Os 8 artefatos devem ser recarregados de alguma maneira, e só após isto acontecer é que eles poderão encontrar uma saída do complexo. O Avatar ainda disse que o tal complexo onde todos se encontram um dia foi um Posto Avançado de uma Raça Reptiliana muito evoluída, mas que desapareceu há muitos milhares de anos atrás, muitos milhares de anos mesmo da época em que o tal DEUS foi aprisionado ali.

O que é isto?

Os fatos relatados aqui são os fatos que ocorreram no finalzinho de uma das últimas sessões do jogo de RPG que eu estou mestrando. Prentendo continuar relatando as últimas sessões de jogo aqui, até a época da minha viagem. Durante o tempo que eu estiver nos EEUU, o jogo permanecerá paralizado, mas assim que eu voltar de lá, e reunir novamente meus jogadores, eu volto a mestrar de onde parou. É uma forma de eu não me perder na minha própria estória! Os fatos que ocorreram nos primeiros 61 dias, talvez sejam relatados um dia, mas não é o meu objetivo, por enquanto.

E a estória continua... Logo!